be brave

O peso de ser quem tu é.

o mundo inteiro,

no fundo dos meus olhos

que só olham

você.

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Eu te amei com tudo que eu tinha e foi lindo demais por tempo demais, todo mundo olhava e via, meus olhos só enxergavam você, na minha testa já dizia, tatuado o teu nome com letras garrafais. Abrir mão de você, de nós, do que eu queria pra gente, foi uma das decisões mais sofridas, achei que doía partir, mas partir de nós me arrancou a alma, nunca fui boa com finais, prolongo frases, poemas e até sinais. Por isso pra mim, tá confuso demais, não quero te deixar pra trás.

todo lugar que eu vou com você é o melhor lugar do mundo. toda história meia boca que eu vivo com você é a melhor história do mundo. Me pergunto se isso é porquê você transforma tudo ao seu redor ou se você é por quê você me transforma?

No final é você com você, e tamo sozinho no mundo, e eu me toquei que quando dói, que quando doeu, não adiantou correr pra você, pq você não tava lá, e eu tentei de alcançar, corri, suei, até te enxergar, mas eu tenho miopia e no meio da minha visão embaçada, não era você que tava…

Falei com estranhos meio constrangida, desnorteada, despreparada.

Continuei andando tentando me encontrar, vi um espelho e hipnotizada eu encarei meu reflexo, e pensei de novo, no final é você com você. Mas não era o final, eu não queria que fosse, insistir para que não fosse, gritei esperneei, meti o dedo na cara da desilusão e disse “não, AGORA NÃO!” mas não bastou, a vida não escuta a gente, foi sim e foi agora, e só me resta seguir.

Com a dor no peito o olhar perdido, eu me encontrei e me reparti. Em várias. E nessas várias, muitas delas ainda te amam e te buscam onde quer que eu vá, eu só não sei se é suficiente. Se o que tem entre a gente é real ou é só mais uma vez minha teimosia, de não deixar pra traz aquilo que já me pertenceu.

Ninguém nunca morreu de amor, fale isso para as versões de mim antes de você, todas morreram na praia, afogadas no mar de amores mal resolvidos, ninguém morre de amor, eu sei, mas eu morri, e renasci, me construí outra, e olha que ironia do destino, me refiz só pra você me matar de novo.

a dor de te perder.

No primeiro dia eu rezei pra você aparecer na minha porta ás três da manhã dizendo que foi um engano e que tava tudo bem. No segundo dia, eu chorei minha alma pra fora de mim e percebi que já que eu não posso te ver minha alma ao sair de mim poderia. No terceiro dia eu gritei pra dentro de raiva pedindo pra não ter te conhecido. No quarto dia me peguei olhando para nossa foto de poucos dias atrás e me perguntei “o que aconteceu?”. No quinto dia a dor tava ali dormindo de conchinha comigo que nem você fazia. No sexto dia tava com um mar calmo, cheio de coisa acontecendo por dentro. No sétimo dia eu sorri e agradeci por te amar. No vigésimo dia eu gargalhei sem notar e senti vontade de correr pra te contar. Não te contei.

Só pra não guardar em mim.

eu tive crise pânico hoje, foi a segunda crise da semana, pelo menos hoje é quinta.

eu me escondi no banheiro da universidade pra chorar e parecia que o mundo ia cair.

pensei em morrer.

pensei em gritar.

meu coração parecia que ia sair de mim, e parte de mim torcia pra que saísse.

eu sentei na escada da minha casa e chorei chorei e chorei. foi a melhor coisa que eu fiz.

cheguei em casa e chorei mais, no colo da minha mãe dessa vez, to chorando até agora.

mais do que tudo, eu só queria ser.

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todo dia uma mas sempre flor.

p-o-e-s-i-a:

quero me pedir desculpas
por todas as vezes que me senti culpada por ser eu mesma. 

cr.

o sussurro lá na frente

me diz que

se tudo for como tá

o mundo será melhor

sem o peso

que eu carrego

o que seria da vida sem ele?

não me pergunto, pois não ouso responder

afinal, quero tê-lo sempre nela

olhar pra frente e sempre vê-lo

no máximo, vê-lo embaçado devido à distância

mas ainda sim vê-lo

porque isso é mais que amor

é laço forte

que se solta

que enrola

que da nó

mas não se rompe.